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Nada? Nadando!

19/11/2010

Adoro dança, adoro dançar. Uma pena que os compromissos profissionais não me permitiram continuar com as aulas, mas estou em estado de alerta! Na primeira oportunidade volto a uma escola para continuar meu aprendizado. Não apenas pelos exercícios físicos, mas também pela beleza de movimentos, o conhecimento de musicas étnicas e também postura. Uma série de ingredientes que acrescentam um sabor todo especial a quem se dedica a dança.

Por enquanto, para não ficar totalmente parada, me dedico à natação, que também se tornou uma paixão. A musculação é muito mais uma obrigação física do que prazer, mas tá valendo também. E para complementar minhas práticas (solitárias) de yoga, adotei o pilates.

Pilates? Sim! A definição dada pela Wikipédia diz que:

“Pilates é um método de alongamento e exercícios físicos que se utilizam do peso do próprio corpo em sua execução. É uma técnica de reeducação do movimento, composto por exercícios profundamente alicerçados na anatomia humana, capaz de restabelecer e aumentar a flexibilidade e força muscular, melhorar a respiração, corrigir a postura e prevenir lesões.”

Só faltou mesmo a dança, mas um dia eu chego lá! 😉

 

Luciana Muniz

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Não vai mais?

26/04/2010

Sei que muitos aguardavam ver esta pessoinha dançar uma coreografia de Dança Cigana no Mercado Persa. Não rolou.

Sinceramente suspirei aliviada, pois uma variedade grande de assuntos que se interligam, rondam meus pensamentos e minhas ações nos últimos tempos, acredito que foi melhor assim.

E quer saber? Muitas outras oportunidades aparecerão, tenho certeza. Pressa? Não tenho nenhuma, afinal meu compromisso é com o meu prazer de dançar e apenas com ele.

Mas se você é daqueles(as) que não se contentam com explicações superficiais e quer saber os pormenores do cancelamento da apresentação no evento, clique aqui.

Minha professora rompeu o silêncio e contou os motivos. E de quebra ainda discorreu sobre a necessidade (necessidade?) das bellydancers serem suuuper sexys.

Vale a pena ler (e comentar).

 

Luciana Muniz

Do Autoconhecimento

26/04/2010

As sextas-feiras andam bem produtivas ultimamente, pelo menos no que se refere aos meus atuais interesses. Na do ultimo dia 16, compareci a uma palestra ministrada pela minha professora de yoga. O tema era bem amplo: autoconhecimento.

Depois da palestra, naqueles instantes reflexivos em que diluímos tudo o que foi ouvido, veio a desconcertante certeza de que muitas pessoas desconhecem este assunto. Não são poucas as que estão tão concentradas no exterior ou mesmo na vida de outras pessoas, que não olham para dentro de si mesmas. Não precisei buscar no fundo da memória alguém que estivesse nesta situação, atualmente percebo muitos ao meu redor neste estado.

Tudo gira em torno do ter em detrimento do ser. Incrível como valorizam a aparência em níveis absurdos. E o caráter de uma pessoa? E a sua essência? Isso não conta?

Por mais que seja difícil lidar interiormente com determinados assuntos (ciúmes, raiva, traumas) não justifica ignorar o interior e viver para o exterior.

Isso tem um nome: futilidade. A mesma futilidade tão depreciada por muitos que a cometem. Como a pessoa não percebe esta desconexão? Por não se conhecer, não se compreender e enxergar apenas as outras pessoas e não a si própria, justo quem realmente interessa…

Não vou alongar este assunto que, definitivamente, rende vários outros posts. Afinal autoconhecimento pode parecer fácil na teoria, uma questão de se observar, mas não é apenas isso. O processo é gradativo, muitas fichas caem com o tempo e no tempo certo.

Basta querer.

 

Luciana Muniz

Shows e Workshops

11/04/2010

Na ultima sexta-feira tive a oportunidade de presenciar o show “Super Noites no Harém 4”, no teatro Santo Agostinho, dica de uma amiga que também faz aulas de dança do ventre e frequenta casas de chá.

O espetáculo foi gravado para o lançamento de dois DVD’s, por isso não tenho fotos para postar, era proibido o uso de flashes. 😦

Contudo, assistindo a performance das bailarinas, fui invadida por duas sensações: a primeira é a de que tenho MUITO o que aprender, é claro. E a segunda é que a dança do ventre e tudo o que dela faz parte, literatura e afins, se transformou numa paixão arrebatadora, que me surpreendeu por sua força.

Outro ponto que não poderia deixar de comentar é sobre o figurino das bailarinas, lindos, de cores vibrantes e com muito brilho.

Os vídeos abaixo são do show “Super Noites no Harém 3”, o primeiro é de uma dupla, cujos dois bailarinos também se apresentaram na edição número 4.

 

 

E o segundo é uma apresentação coreografada pela bailarina Aysha Almeé, um duelo de espadas! 😀

 

 

Obs.: Novidade na página Eventos: II Workshop de véu ministrado pela bailarina (e minha amiga) Juliana Leme.

 

Luciana Muniz

Expandindo a cerca

10/04/2010

Fly

Minha professora de yoga compartilhou uma frase que me deixou em estado reflexivo durante um bom tempo. São aquelas “palavrinhas links” que cabem como uma luva nos dedinhos melancólicos de quem, muitas vezes, sente-se só em sua busca.

 

“Quanto mais alto voamos, menores parecemos aos olhos daqueles que não sabem voar”

(Nietzsche)

 

Luciana Muniz

Notas e Inspirações

23/03/2010

Depois de uma pausa por conta das férias, estou de volta! Os dias andam corridos por causa de novidades interessantes como a coreografia de dança Cigana que estamos ensaiando para a mostra de dança da edição 2010 do Mercado Persa, em breve mais detalhes.

Por hora, sigo falando sobre o nome escolhido para este espaço. Na verdade nada original, pois “The Shadow of the Moon” era o nome do meu primeiro blog, onde postava crônicas, escritas entre uma reflexão e outra durante o período de faculdade.

A inspiração veio da música homônima da banda Blackmore’s Night, canção que em paralelo também inspirou a escrita de um romance, já com a versão 1.0 pronta, mas ainda pendente de uma revisão crítica agressiva e uma pesquisa aprofundada sobre a cultura do povo cigano.

Para quem não conhece a banda, ou a música, é só dar uma espiada. 😉

 

 

Luciana Muniz

A ética na dança

01/02/2010

Navegando pela web encontrei um site com informações muito interessantes sobre a arte da dança do ventre, dentre elas um código de ética, formulado por profissionais da área.

Transcrevo abaixo o texto na íntegra, conforme exibido no site “Oriente, Encanto e Magia & Mercado Persa”.


Código de Ética da Dança do Ventre


A dança do ventre é uma expressão artística e, como tal, deve ser difundida. Cabe às profissionais da área zelar pelo seu conceito, mantendo assim, os padrões de elegância que a envolvem e não permitindo sua vulgarização.

Para exercer suas funções com dignidade, as profissionais da área devem receber remuneração justa pelos serviços artísticos ou didáticos prestados.

É considerada conduta antiética a prática de concorrência desleal com outras profissionais da área (bailarinas ou professoras).


Professoras


– A professora tem a função de ensinar e orientar pacientemente, sempre zelando, em primeiro lugar, pela saúde e bem-estar de suas alunas, e respeitando as limitações de cada uma.

– A todas as professoras é dada orientação que seus currículos estejam à disposição das alunas.

– É importante que a professora realize anualmente avaliações opcionais com suas alunas, as quais terão à disposição informações preciosas para a evolução de seu aprendizado.

– A dedicação ao ensino deve ser direcionada para o conhecimento de suas alunas e não como instrumento de vaidade pessoal para a promoção da professora.

– A professora deve exercer seu trabalho livre de toda e qualquer discriminação, motivando e respeitando suas alunas, independentemente de características físicas ou faixa etária, lembrando que esta é uma atividade que deve ser direcionada visando ao bem-estar e equilíbrio físico, mental e emocional. Portanto, não podem ser exigidos padrões estéticos que diferenciem ou discriminem qualquer uma delas.

– Para aptidão ao magistério da dança do ventre considera-se satisfatório um período mínimo de 4 (quatro) anos de estudos na área, com aperfeiçoamento em didática e conhecimentos de anatomia, cinesiologia e biomecânica que possibilitem segurança na realização de um trabalho corporal consciente. O tempo de estudo pode ser reconsiderado a partir de cursos realizados anteriormente, como balé clássico, educação física ou faculdade de dança.

– A professora de dança do ventre deve buscar aprimoramento e atualização constantemente.

– A professora deve cumprir a programação e o cronograma de cursos oferecidos ou divulgados a suas alunas.

– Todas as alunas merecem igual atenção de sua professora, a qual não deve fazer qualquer distinção entre elas.

– A professora deve ser especialmente honesta quanto aos seus conhecimentos, buscando respostas corretas para esclarecimento de suas alunas. Todas as informações pertinentes ao curso que se dispõe a ministrar devem ser transmitidas com clareza e honestidade, visando ao efetivo aprendizado de suas alunas.

– Como a dança do ventre tem origens muito remotas e informações de difícil acesso, esta questão deve ser sempre esclarecida a priori, para se evitar a divulgação de histórias fictícias que resultem em prejuízo à sua imagem e evolução.

– A professora não deve estimular competitividade negativa entre suas alunas ou com outros grupos.

– A professora deve ter respeito e consideração com as demais profissionais da área, preservando um ambiente de relacionamento sadio que possa acrescentar ao desenvolvimento de todo o segmento, não utilizando a sala de aula como espaço para demonstrar rivalidades pessoais ou denegrir a imagem dos demais profissionais da área em prol de sua promoção.


São ainda consideradas atitudes antiéticas:


– Apresentar coreografias de outras profissionais sem prévia autorização, bem como omitir o nome da responsável por sua criação.

– Coibir a participação de alunas em workshops e cursos que possam acrescentar elementos ao desenvolvimento e aprendizado.

– Apresentar currículos com informações fictícias referentes ao aprendizado e experiência. Recomenda-se que, em se tratando de cursos e workshops, sempre se solicite certificado de participação Bailarinas. No Brasil, até a presente data, são consideradas bailarinas de dança do ventre todas aquelas que, possuindo o conhecimento e experiência necessários, prestem serviços artísticos profissionais (shows) mediante oneração.

– Cabe à bailarina profissional cumprir todas as cláusulas acertadas em contrato para prestação de serviços artísticos junto ao seu contratante.

– A bailarina profissional de dança do ventre deve zelar pela imagem moral da categoria que representa:

a) mantendo relacionamento de respeito e elegância junto ao seu público e contratante.

b) trajando-se de forma adequada aos padrões da categoria durante suas apresentações.


Faz parte da correta conduta ética entre bailarinas profissionais:


– Quando assistir à apresentação de outra bailarina e/ou alunas, dedicar o devido respeito e atenção.

– Quando estiver realizando apresentação em conjunto, ser solidária e direcionar o trabalho com espírito de equipe e união.

– Ter consciência de que cada profissional possui um estilo próprio que a diferencia e, assim, saber apreciar a admirar, com a devida humildade, todas as variadas formas de se expressar a mesma arte.

– Respeitar o local de trabalho de outras profissionais.


São consideradas atitudes antiéticas:


– Atravessar ou interferir em contato de trabalho de outra profissional estando ciente deste fato.

– Distribuir material de propaganda pessoal durante serviços contratados por meio de outra bailarina.

– Criticar o desempenho ou denegrir a imagem de outra profissional junto ao público, contratantes ou demais colegas da área.

– Transformar uma apresentação coletiva em disputa pessoal de vaidade, interferindo na qualidade do trabalho apresentado.


A forma como uma professora e bailarina se referem à sua (s) mestra (s) é um exemplo que será seguido por suas alunas amanhã. Quem não respeita seu mestre não valoriza a arte.

Recomenda-se sempre avaliação médica antes do início das atividades, como em qualquer atividade física.

As responsáveis pela elaboração do Código de Ética esperam que a união, a humildade, a seriedade, o respeito e o amor sincero à arte estejam sempre acima de qualquer diferença pessoal. Que estes laços que nos aproximaram até aqui em favor do objetivo único de valorizar e organizar nossa arte se fortifiquem a cada dia, alcançando todas as praticantes da dança do ventre no Brasil.

Luciana Muniz