Do Autoconhecimento

As sextas-feiras andam bem produtivas ultimamente, pelo menos no que se refere aos meus atuais interesses. Na do ultimo dia 16, compareci a uma palestra ministrada pela minha professora de yoga. O tema era bem amplo: autoconhecimento.
Depois da palestra, naqueles instantes reflexivos em que diluímos tudo o que foi ouvido, veio a desconcertante certeza de que muitas pessoas desconhecem este assunto. Não são poucas as que estão tão concentradas no exterior ou mesmo na vida de outras pessoas, que não olham para dentro de si mesmas. Não precisei buscar no fundo da memória alguém que estivesse nesta situação, atualmente percebo muitos ao meu redor neste estado.
Tudo gira em torno do ter em detrimento do ser. Incrível como valorizam a aparência em níveis absurdos. E o caráter de uma pessoa? E a sua essência? Isso não conta?
Por mais que seja difícil lidar interiormente com determinados assuntos (ciúmes, raiva, traumas) não justifica ignorar o interior e viver para o exterior.
Isso tem um nome: futilidade. A mesma futilidade tão depreciada por muitos que a cometem. Como a pessoa não percebe esta desconexão? Por não se conhecer, não se compreender e enxergar apenas as outras pessoas e não a si própria, justo quem realmente interessa…
Não vou alongar este assunto que, definitivamente, rende vários outros posts. Afinal autoconhecimento pode parecer fácil na teoria, uma questão de se observar, mas não é apenas isso. O processo é gradativo, muitas fichas caem com o tempo e no tempo certo.
Basta querer.
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